São Paulo, Brazil - Jockey Club - 17/10/1998

 

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photo by N. Centola (from Rio de Janeiro)

 

 

Subject: KW São Paulo
Date: Wed, 21 Oct 1998 16:08:32 -0200
From: "Albino Laginski Jr." <
albino@pr.gov.br>

Sobrevivi ao show mas ainda estou em estado de euforia que não dá para
descrever...Os caras,bom você sabe são os caras !!
O show começou as 22:00h naquele clima,uns sons aleatórios saindo dos
synths e a cortina abrindo lentamente e o coração pura adrenalina.
O local era ótimo,com ar condicionado,a galera selecionada e era pista
para todos,isto é,sem cadeiras,sem lugares numerados.
No palco,4 mesas à frente de cada um e logo atrás deles,um painel ,com
telas de micro,equalizadores,mixers e outras tralhas.Logo atrás,4 telões

que mostravam ora as letras das músicas,ora uns vídeos relacionados com
o tema de cada música,às vezes,um scope gigante mostrando a forma de
onda dos sons tocados.O som era muito bom,as vezes as narinas vibravam
com os sub-sônicos.Consegui ficar a uns 7 metros do palco,bem no
meio,dando um stereo bem equilibrado e prá ver bem os caras,aliás,já tão

bem velhinhos e meio gorduchos,mas mandando ver no tecno.A formação
atual mantém os 2 fundadores ( Ralf e Florian) .O look era roupa de
couro
até o pesoço,com jeitão de andróide blade runner.
Aí, rolou :Numbers,ComputerWorld (versão ao vivo alucinante),Tour de
France,Autobahn (demais !),Man Machine (em
alemão),RadioActivity(pirei),The Model (mudou um pouco o
andamento),Trans-Europe-Express (industrial),Pocket
Calculator,It´s more fun to compute e mais duas que não sei o nome.Aí os

caras saíram do palco e apareceram 4 robots reproduzindo cada um
"dançando" e rolou We are the robots.Na volta ao palco,mudaram a roupa
para uma toda fosforecente,imitando "wire-frame",com luz fria parecia
que era uma imagem tridimensional criada por computadores e rolou boing
boom tschak e music non stop e mais uma do novo disco que vai ser
lançado.Todo mundo gritava "music non stop" mas os germânicos não
voltaram mais e daí ,no outro palco começou o show do Massive Attack.
Aí,fui até o backstage tietar,mas a segurança não deu chance,deu para
ver os caras circulando e os roadies empacotando os aparatos,inclusive
os robots.Como tinha mais fãs,nós chamávamos pelos membros do grupo,mas
sem chance,eles passavam batido pela galera.Quem tinha credencial disse
que os caras eram bem chatos,não davam chances e as respostas e as
palavras eram monossilábicas.
Mas olhe só esta : durante o show do Massive Attack ,eu estava no
fundão,para descansar o agito,eu dou uma olhada para o lado e dou de
cara com o Florian,curtindo,aí tentei um autógrafo (levei o encarte do
CD The Mix):
- Mister Florian,please !
Mas não deu ,o cara saiu fora ,puto da vida...estrela é estrela,mas
confesso uma decepção pois o cara tava ali ....se bem que eu já sabia
desta pose de máquinas que eles assumem...
Mas no geral , valeu ,foi o melhor show para mim,até hoje...
Até mais...


Albino Laginski Junior
Suporte Técnico - Divisão de Serviços de Rede
Celepar - Cia. de Informática do Paraná

 

 

 

 

Date: Tue, 20 Oct 1998 12:58:07 -0400
From: Luis Silviano Marka <
mola@twb.com.br>
Subject: (kw) Kraftwerk in Brazil

Hi all,

As I am new to the list (got only one digest message so far), don't know if
it was already posted. Anyway...

After the Brazilian Kraftwerk show, the guys themselves signed this
guestbook (beginning at record # 133):
http://saturn.guestworld.tripod.lycos.com/wgb/wgbview.dbm?owner=marcosvicente
I was right in front of Ralf, and the show was just perfect. I couldn't
hold the tears in "Radioactivity"... I am used to recording studios, but
the sight of Kling Klang is still quite impressive: huge, powerful,
organized, clean, germanic to extremes. For someone who has never been in a
studio before, must be an out-of-this-world vision. And the performance of
"Robots", without the artists themselves, is a deep, meaningful denial of
everything the show business has been preaching and teaching over the whole
rock/pop history. It's the minimalism taken to extremes, to its last
consequences. Just perfect!

Peace,

Luis Marka
mola@twb.com.br

 

 

Date: Tue, 20 Oct 1998 17:22:56 -0300
From: Carlos Jose Quinteiro <
Carlos@eaesp.fgvsp.br>
Subject: R: (kw) Kraftwerk in Brazil

 

I was just beside Florian when he was putting his message in
the guestbook. In the convivence area of the Festival there's
a lot of terminals to the public, and he navigated in the Internet
there for a few moments. He was in a very animated mood...
when he started to write in German, all the people sayed
"Ahhhh....", and he looked laughing to all of us!!
I don't see Ralph signing the guestbook, but he signed
a *LOT* of autographs (to me included)...he stayed half a
hour just doing it and talking with the public.
Fritz and Herman also stayed in one of the bar-rooms, giving
autographs and talking to everybody...resuming, here in
Sao Paulo the guys was *very* friendly!! =8-))

Bye!!

 

Subject: Re: (kw) Concert reports
Date: Wed, 21 Oct 1998 21:41:01 -0200
From: "Giuliano Menegazzi" <
gmenegazzi@yawl.com.br>

Olá companheiro!

Eu estive no show do Kraft em São Paulo no dia 17 de outubro. Comecemos pela
parte condenável do show: A organização de ve ter tomado algum tipo de droga
pesada para ter colocado o Massive Attack para tocar depois do KW... Eu
gosto muito dos caras mas simplesmente não consegui assistir ao show deles
porque estava completamente abobalhado depois do que tinha visto....

Vamos ao que interessa:
Cheguei bem cedo ao Free Jazz Festival e consegui ficar bem na frente, na
grade. O show começou pontualmente na hora marcada (eu não esperaria nada
menos!) e a primeira música foi "NUMBERS". O impacto que o KlingKlang Studio
causa é impressionante! Suas bancadas de equipamento os 4 telões e as
bancadas onde eles ficam são perfeitos! A iluminação foi baseada na cor
predominante da capa do álbum da música que eles estavam tocando. Após
"NUMBERS", foi a vez de "COMPUTERWORLD" (e a galera delira!!!), o palco,
obviamente, ficou amarelo. Vê-los ao vivo provoca algum efeito louco na
cabeça das pessoas, a partir daqui não me lembro da ordem exata do
set-list... A platéia foi incrível pois se via de tudo, de gente de 40 anos
que ouvia Kraft em 70 à molecada que foi p/ ver o Massive Attack... De toda
forma, as outras faixas do show (não estão na ordem) foram: "AUTOBAHN", "THE
MAN MACHINE", "TOUR DE FRANCE", "THE MODEL", "STOP RADIOACTIVITY", "BOING BOOM TSCHAK", "HOMECOMPUTER", "TRANS EUROPE EXPRESS" e uma música do disco novo (aliás em entrevista à Folha de São Paulo no dia anterior ao show,
quando perguntado sobre o que há de comtemporâneo hoje em dia, Karl
respondeu: "Nosso disco novo." - a ser lançado em 99). Aqui, a cortina se
fechou pela primeira vez. Até então eles estavam comportadíssimos atrás das
suas respectivas bancadas de instrumentos. As cortinas se abriram para
revelá-los em pé na borda do palco (que era um palco só deles, que eles
trouxeram - 6 toneladas de equipamento) com suas "pocket calculators" na mão
e, obviamente, tocaram "POCKET CALCULATOR". A cortina fechou de novo. Ao
abrir, revelou um palco vazio e começou a tocar "WE ARE THE ROBOTS" sozinho.
Num certo ponto da música, os telões (que passam cada música em vídeo) foram
abaixados para revelar os quatro clássicos rôbos (que até hoje eu acho que
são quem toca de verdade na banda!) dançando "mechanik". Impressionante!!!
Após isso, a cortina fecha novamente e eles voltam com as roupas verde
fluorescente (que se pode ver no vídeo que tem na www.kraftwerk.com) e tocam
mais uma música do disco novo. Para o grand finale eles tocam "MUSIC NON
STOP". No fim da faixa, eles vão fazendo solos e saindo à medida que cada um
termina o seu (concordo que o conceito de solo no KW é místico, mas é o masi
aproximado do que aconteceu). Após saírem um por um os computadores
continuam tocando "MUSIC NON STOP" enquanto as cortinas se fecham
definitivamente e a música acaba.

Momentos mais impressionantes:
1. Os Robôs - todos nós gostaríamos de "shake hands" com eles...
2. Existe um resíduo de humanidade neles: Florian bate o pezinho no ritmo
das músicas e Fritz esboça um sorriso durante "POCKET CALCULATOR". Eu
acho que Ralf é o único ainda dotado de cordas vocais....
3. Após o show eles circularam pelo espaço do Free Jazz, completamente
alheios porém, a qualquer manifestação possível. O único caso que fiquei
sabendo de interação foi um cara que convenceu o Ralf a lhe dar um autógrafo
mostrando a homepage sobre o KW que ele tinha (tinha alguns computadores
online no Free Jazz).

Fora isso, o show foi a melhor coisa que aconteceu comigo desde que eu
nasci. Penso que só conseguirei me sentir assim de novo ao ver um show do
Einstürzende Neubauten ou quando morrer e for pro céu (mesmo assim não tenho
certeza). Ver um show dos caras dá a sensação de que agora vc pertence a uma
outra casta da humanidade. Coisa de iluminação espiritual mesmo...

Passei dois dias completamente afetado pelo show. Só pesava KW, só consegui
escutar KW e só consegui conversar com meus amigos para discutir este ou
aquele aspecto do show.

Cheguei à conclusão de que o KW não pode ter fã-clube, tem que ter uma
Igreja!!!

Foi mais ou menos isso... Me manda o endereço da sua página depois. valeu!

Giuliano Menegazzi, Brasília - DF.

 

 

Subject: sudamerik tour
Date: Wed, 21 Oct 1998 18:16:13 -0200
From: "AnaValmir" <
ana_salgado@uol.com.br>

my name is paulo schalcher. i had the chance to talk to herr florian scheneider a few mminutes before the sao paulo brazil show. he told me they will for sure release a new album soon.as kraftwerks shows are rare, i beleive i have their best show and I also confirm that they had performed two new songs. three songs were broadcasted via a cable tv channel,which I had
also recorded. The comments on the brazilian press media goes:"although kraft werk has been on the for more than 30 years they had overwheelmed the so called new generation, massive attack included."Me,my wife and a couple of friends had to
buy the tickets on the black market as they were sold out 15 days before the concert. As I practice songs over the keyboards, I have interest in obtaining the chords of kraftwerk s songs, specially THE MODEL and THE ROBOTS. If you have anything on
that , mail me. I am using a neighbor's computer and site. So, refer to my name. THANX.

 

 

Subject: Krraaaaaffty... vveeerrkyyy :) Concertos
Date: Wed, 21 Oct 1998 10:23:45 -0200
From: Magno Lima <cmagno@mobi.com.br>

Hey Nicolau !

Eu Fui - Sao Paulo, 17/10/98 !

Seguinte, peguei autográfos, vi-os em carne e bit, e gravei 3 músicas e uma
rápida entrevista, tudo do Multishow. Vamos Lá:

Fotos: 0 (zero) - camera nao permitida de jeito nenhum, só do staff do Kraft
:(

Autográfos : Florian Schneider e Fritz H. (nao entendi direito a letra) :-)
- Os dois escreveram atras do ticket de entrada, falei com o Fritz uns 20
min e ele ainda assinou no livro do FreeJazz, na página que fala da banda.

Videos: TEE, uma musica nova que o Fritz disse que nao pode dizer o nome
ainda pois sera lancado no proximo disco que sai no proximo ano e Music Non
Stop.

Vou editar os videos no computer, codifica-los em MJPEG e jogar na net. Hoje
vou para Brasilia a servico, volto domingo e devo processar durante a
proxima semana. A principio irei disponibilizar no meu site. Tenho uns .mp3
legais tambem, tipo Kraft Poem em alemão, algo da MTV.

Bem, nem preciso dizer que foi o melhor show que ja vi. Eu amo esse tipo de
musica!!! Os caras arrebentaram! O publico vibrou, gritou, pediu music non
stop ... foi excepcional :)

As música, na minha opnião, foram muito bem selecionadas, gostei da supresa
de The Model, não sabia que iriam tocar!! O show faz parte da turne mundial,
depois do Brasil os caras voltaram.

Florian e Fritz sao extremanente simples! Estavam ao lado direito do palco,
próximo ao bar, num boa, como se fossem mais uns a irem ver o show. Um amigo
meu que estava me acompanhando (veio de Brasilia), foi o primeiro a ver o
Florian conversando com outro cara (um americano, pelo sotaque), ele estava
encostado na parede, numa boa... eu vi e nao acreditei... olhei para todo
mundo, notei que ninguem notou o cara, nao o conheciam, pensei... corri,
peguei uma caneta, na hora nao soube o que falar, apenas apontei o ticket e
gesticulei para ele assinar... ele quebrou meu gelo quando riu e disse que
nao entendeu... fui obrigado a falar... pedi um autografo, ele perguntou meu
nome, eu soletrei e ele escreveu ... Florian nao é de muito papo, notei que
o americano falava que nem um papagaio e ele somente balancava a cabeca e ou
dizia "yeah", "huhh", "no"... :-) Depois devolvi a caneta, fui tentar falar
com o Florian quando o Fritz (que eu nao conhecia) chegou do lado dele,
arrisquei saber se ele era da banda, fiz uma simples pergunta: "speak
portuguese?" ... "no.." sorrindo... heheheh ... olhei a placa na altura do
peito dele: "Kraftwerk - WorldTour" ... Nao tinha outra coisa a perguntar a
nao ser o nome dele :( ... Fritz H... (ele disse 2 vezes, nao entendi) ...
ele é bem mais "falante" que o Florian, perguntei sobre a turne, sobre os
shows, o show daquela noite, foi muito legal!